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Meu Doce Limão

"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir" - Amyr Klink

22
Set16

Entre Nós amigas


Sofia Almeida

(Mais uma cronica nas Capazes)

 

 

http://capazes.pt/cronicas/entre-nos-amigas/

 

Existem aquelas pessoas que estão sempre lá, no matter what.

Não preciso de provas de que a vida sabe bem melhor quando é partilhada com aqueles que amamos.

Sempre ouvimos dizer que as mulheres não são amigas umas das outras. Poderão existir mulheres assim. Não sei.

Mas no que toca a mim, sei quem são e com quem posso contar.

Pouca gente tem e pode dar-se ao luxo de manter amizades para toda a vida.

Eu posso. Eu tenho. Tenho as melhores. Aquelas que tornam o meu mundo mais bonito. Mulheres fantásticas, que admiro.

Por circunstâncias da vida, cada uma foi para seu lado. Uma está em Angola no calor, sempre com o pé na praia. Outra está em Nova York lá longe, depois do oceano. Outra mantém-se em Portugal à nossa espera, no mesmo sítio, já com o “sobrinho” ao colo. E temos outras, de toda a vida. Eu cá estou, longe também, com a distância a dar-me a medida exacta de quem ficará no meu coração para sempre.

Saudade. Palavra que está presente em todas as nossas conversas.

Já nasceram os sobrinhos do coração, já se fazem festas de aniversário sem que seja possível estarmos presentes fisicamente.

Abençoadas tecnologias que estão sempre connosco. Quem mesmo longe, não vai às compras com a melhor amiga e dá opinião, mesmo que virtualmente? Quem disse que, mesmo longe, não é possível trocar receitas e dar conselhos culinários? Podemos estar longe, a distâncias enormes, mas sempre com o telemóvel e computador por perto.

Longe mas perto. Sempre perto. Existem fotos partilhadas, desabafos sobre o trabalho, a vida, o dia-a-dia. Confissões de saudades. Mil declarações virtuais. Mil dores de barrigas à distância.

Porque há tempo. Há sempre tempo para estar perto das amigas que amamos. À distância de um clique. À distância de uma mensagem, de um telefonema. Claro que não dá para matar a saudade, mas alivia.

É doloroso para quem vai, é igualmente doloroso para quem fica.

Existe sempre aquela vontade do lanche, do café, do jantar que não é possível fazer. Do: “aí quem me dera estar aí agora.” Mas estamos, sempre lá, no pensamento e no coração.

Elas estão sempre comigo. Já me salvaram várias vezes. Companheiras de uma vida que me apontam o caminho, que não fazem julgamentos mas que têm sempre opiniões sinceras para partilhar. Cada uma à sua maneira. Mulheres incríveis. A tolerante, a sonhadora, a romântica, a decidida, a bem humorada. Cada uma preenche um pedaço do meu coração.

Obrigada por tornarem o meu mundo mais bonito. Trago-vos sempre comigo.

 

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